Dentro do complexo contexto da construção civil, o estoque inativo surge como um problema frequente. De fato, quando existem falhas de comunicação no setor de insumos, o gerenciamento inadequado torna os materiais obsoletos, traz desperdícios em diferentes níveis e preocupações de segurança.
O melhor caminho é identificar a falta de movimentação no estoque e definir o modelo de compras adequado às necessidades de cada operação. Para apoiar sua gestão de forma eficiente, reunimos nos tópicos abaixo recomendações práticas que ajudam até mesmo nos cenários mais desafiadores.
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Entenda o que é estoque inativo
O estoque inativo, também chamado de estoque parado, acontece quando um conjunto de produtos fica armazenado por um longo período sem previsão de vendas. Isso faz com que os itens sejam classificados como capital parado e correm o sério risco de se tornarem obsoletos.
Este tipo de situação acontece por conta de falhas na gestão das compras, mudanças não calculadas nas demandas ou estratégias de vendas consideradas insuficientes. O que gera um impacto muito significativo nas finanças e problemas que alcançam todas as etapas, com destaque para a falta de espaço de armazenamento.
Veja sua relação com a construção civil
No caso do segmento da construção civil, o estoque inativo se torna ainda mais problemático porque produtos parados significam projeções ineficientes na gestão de insumos. Ou seja, existe uma rotina com falhas de comunicação entre o planejamento, o setor de aquisição e o canteiro de obras.
Com o acúmulo de itens sem previsão de uso, materiais que realmente são exigidos no trabalho podem ser negligenciados. Sem contar que com compras erradas, os prazos de entrega estipulados tendem a ser perdidos, os trabalhadores interrompem as movimentações e custos adicionais comprometem o orçamento.
Problemas de segurança
E engana-se quem pensa que os problemas se restringem às áreas financeiras e ao não cumprimento de prazos pela possibilidade de interrupções na obra. As questões geradas pelo estoque inativo, inclusive, vão muito e se perpetuam pela complexidade e dinamismo deste tipo de serviço.
Itens que passam muito tempo inativos, por exemplo, podem apresentar instabilidades em suas funções e comprometer a segurança da equipe. Caso estejam aptos ao uso, as complicações tendem a surgir quando a edificação pedir os primeiros trabalhos de restauração.
No entanto, da mesma forma, a solução estratégica deve ser ampla e não envolver apenas transporte e o armazenamento adequado de produtos. O que exige aplicações de estratégias personalizadas com a intenção de garantir que os recursos necessários estejam disponíveis no momento certo e de alto nível de qualidade.
Aprenda como identificá-lo
A melhor maneira de identificar situações de estoque obsoleto é fazer uma varredura minuciosa sobre a frequência de uso dos produtos. O que pode variar conforme o tipo de projeto em andamento, condições climáticas, a gestão do canteiro de obras, a qualidade da mão de obra e as exigências sustentáveis relacionadas.
Defina um período máximo de inatividade para os itens e faça inventários estratégicos de tempos em tempos. Por exemplo, para categorizar um produto como parte do estoque inativo, veja se ele realmente foi solicitado no planejamento e quais condições foram alteradas e o deixaram esquecido.
Inicialmente, caso a falta de uso esteja ligada às situações sazonais, vale destacar as suas particularidades e alinhar quais questões se repetem para criar soluções prévias e evitá-las com eficiência. Tudo fora de controle neste contexto é prejudicial. Inclusive, o excesso de compra de produtos para aproveitar descontos.
Negociação com fornecedores
Ao contar com fornecedores que compreendem a desafiadora dinâmica da construção civil, o gestor de compras consegue minimizar os problemas causados pelo estoque inativo. Uma das principais abordagens, neste caso, está na negociação com o objetivo de trocar materiais parados por outros de maior demanda.
Isso permite construir um plano de suprimentos mais estratégico e baseado em falhas de compras anteriores. É uma maneira eficiente de reunir todas as informações necessárias que faz com que os serviços e produtos estejam acessíveis no momento exato em que são necessários. Sem atrasos ou custos adicionais.
Acompanhe os tipos de estoques usados
Como são inúmeros itens envolvidos no trabalho, o mais indicado é que o estoque seja dividido em categorias para que nada seja esquecido. Considere, inicialmente, a ordem de uso no canteiro de obras com a formação do estoque de matérias-primas. Por conta da alta rotatividade, se torna indispensável fazer monitoramentos constantes.
Já no caso dos materiais de acabamento, a movimentação acontece com menos agilidade e os preços de compra são altos. O que exige cuidados extras para mantê-los disponíveis no momento exato em que forem solicitados. Outra categoria importante gira em torno das ferramentas e equipamentos.
Os critérios de avaliação de qualidade devem ser o ponto direcionador aqui. Afinal de contas, este tipo de acessórios garantem a segurança dos colaboradores e o cumprimento dos prazos do projeto pela otimização das tarefas. São produtos de vários tamanhos e valores que precisam de uma boa distribuição para enfrentarem desequilíbrios.
Trabalhe com fornecedores de estoque recorrente
E a melhor forma de garantir soluções eficientes sempre que necessário em casos de estoque inativo é contar com um fornecedor que tenha matéria-prima a pronta entrega. Este tipo de medida pode até parecer simples em um primeiro momento, mas faz toda a diferença na construção civil, principalmente no caso de madeira legal e certificada.
Com o máximo controle do que será recebido e garantia da qualidade dos itens, é possível melhorar a organização do estoque, alcançar uma operação sustentável e reduzir custos diante de problemas inesperados. Sem contar o suporte de uma equipe experiente que ajuda a tomar excelentes decisões de compras conforme as alterações do mercado.
A questão da madeira se mostra muito sensível porque apresenta períodos de sazonalidade por mudanças nos fatores ambientais que interferem na extração, manuseio e processamento em alguns períodos. O que torna o atendimento de uma empresa referência no assunto ainda mais vantajoso na hora da compra.
Agora você já sabe como funciona um estoque inativo e o que fazer para evitá-lo no setor de compras da construção civil. O mais importante é montar um planejamento estratégico em torno de fornecimento recorrente e soluções personalizadas de falhas. Assim, além de entender as principais necessidades da sua operação, ainda se torna mais simples reduzir custos e abrir oportunidades em diferentes frentes.
Gostou das informações do artigo? Então aproveite e leia também sobre como armazenar madeira corretamente na construção civil.





